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Ordem Pelecaniformes > Família Phalacrocoracidae: Biguás Biguá – Phalacrocorax brasilianus  Do porte de um pato, e embora se encharquem ao caírem na água, são ótimos mergulhadores, usando a cauda, rígida e longa, como leme. Na Ásia são treinados para apanhar peixes para os pescadores. Pernoitam nas casuarinas da margem da lagoa Rodrigo de Freitas, e alguns vão até a ilha de Alfavaca para nidificar. Não se afastam da costa para o mar, mas voam em bandos a boa altura formando um “V” mais aberto que os marrecos. Filhotes marcados com anilhas foram encontrados a 1.400 km de distância.
Ordem Pelecaniformes > Família Fregatidae: Fragata Fragata – Fregata magnificens 
São planadores por excelência, com o corpo talhado para alcançar grandes alturas. Têm apenas 1,5 kg e envergadura de 2 m; e o total das penas pesa mais que o esqueleto ressecado. Sob influência de correntes aéreas ascendentes podem alçar vôo até os perdermos de vista. À noite podem pairar a grande altura, levados pela brisa, talvez cochilando. Caçam tartarugas recém saídas do ovo, que correm para água. Também roubam as presas de atobás, de trinta-réis e de imaturos da própria espécie, perseguindo-os no vôo até que vomitem a comida, que é pega no ar. Os machos inflam o “saco gular” até formar uma grande bola vermelha que exibem às fêmeas para a reprodução. Vigiam constantemente os ninhos para evitar ataques de vizinhos e urubus. Abandonaram as ilhas Cagarras após a destruição da vegetação. São parasitados por um grupo de moscas que se alimenta do sangue. Como não se afasta muito de suas ilhas, os marinheiros da época das grandes navegações calculavam estar perto da costa quando as avistavam. Ordem Ciconiiformes > Família Ardeidae: Garças e Socós. A plumagem é rica num pó que mantém a elasticidade e a impermeabilidade. Geralmente as garças alimentam-se de peixes de poucos centímetros que aparecem junto à superfície. Associam-se geralmente em colônias – garçais – compostas por várias espécies em que cada ocupa uma dada área, com os melhores lugares para as mais fortes. Os garçais proporcionam acúmulo de matéria orgânica que aumenta a população de peixes ao redor. Também contribuem no sustento da fauna terrestre, alimentando carnívoros. A procriação ocorre geralmente no início ou no fim da estação seca, quando o alimento para as aves aquáticas normalmente é farto. Urubus e caracarás predam ovos e filhotes pequenos quando os pais se afastam. Maguari – Ardea cocoi  É a maior de nossas espécies de garças, pode caçar jacarés pequenos.
Garça-Branca-Grande – Casmerodius albus  Também chamados de guarás, de onde origina o nome Guaratiba. Filhotes marcados com anilhas foram recuperados a 1.200 km.
Garça-Branca-Pequena – Egretta thula
Não parecem usar a lagoa Rodrigo de Freitas para pernoitar, deixando-a no final do dia e chegando pela manhã, geralmente indo e vindo na direção do sul.
Socozinho – Butorides striatus

É arisco, e quando ameaçado, sai voando junto à água, emitindo sons roucos, até encontrar um poleiro. Costuma pegar o peixe com o bico, jogá-lo para o alto e engoli-lo. Socó quer dizer ave que se apoia num só pé.
Savacu – Nycticorax nycticorax Dorme de dia com o bico para baixo, totalmente escondido na plumagem. Tem vôo firme que lembra o do gavião. Tem hábitos crepusculares e noturnos, sendo distinguido à noite pelo som. Passa o dia pousado em árvores à beira de lagos e represas, e ao escurecer sobrevoa a cidade rumo aos lugares onde se alimenta.
Ordem Charadriiformes > Família Laridae Gaivotão – Larus dominicanus  Única gaivota de porte com 58 cm. Pescam na lagoa Rodrigo de Freitas na estação seca, de julho a dezembro. São onívoros, alimentando-se de peixes mortos jogados à praia. Roubam ovos, que deixam cair para quebrá-los. Vomitam pelotas com partes não digeríveis dos alimentos, como as corujas. As gaivotas permanecem muito tempo no ninho, para proteger ovos e filhotes tanto do canibalismo dos vizinhos como da insolação. As glândulas supra-orbitais, normalmente olfativas, nessas aves estão transformadas em excretoras de sal. Livram-se do calor do sol, ao qual estão extremamente expostos, mostrando os grandes pés e ofegando. O colorido branco absorve apenas 16% da energia solar, enquanto a preta o dobro.
Ordem Coraciiformes > Família Alcedinidae: Martins-pescadores Martim-Pescador-Grande – Ceryle torquata Grupo cosmopolita de origem oriental. De bico enorme com matizes vermelho s que se assemelha ao do savacu. Devem movimentar as asas sob a água remando ou utilizando-as como leme, seus pés pequenos são impróprios para nadar. Vivem em casais, nidificando em barrancos, onde escavam galerias tortuosas de um a dois metros, que se alarga, onde são postos ovos diretamente no chão. Pode ser visto no deque do parque dos patins na Lagoa Rodrigo de Freitas. Pousam pendentes sobre a água, onde observam a vida aquática, dirigindo o bico verticalmente para baixo; precipitam-se sobre peixes, besouros d’água e larvas de insetos que boiem ou se aproximem da superfície. Apanham a presa com o bico, mas nem sempre acertam seus botes. Já foram vistos capturando um beija-flor (Eupetomena macroura). Também pescam pairando em pleno vôo, quando caem obliquamente na água, de asas apertadas ao corpo, a alturas de mais de dez metros. Alcançando a presa abrem as asas para frear a propulsão e voltar à superfície remando com as asas. Para a focalização sob a água apresenta visão tanto monocular como binocular. Abandonam os cursos d’água poluídos, pois têm dificuldade em pescar nas águas turvas. Ordem Gruiformes > Família Rallidae: Frangos-d’água, Saracuras Frango-D’Água-Comum – Gallinula chloropus
Pernas e dedos longos sem membranas natatórias, nadam e andam muito bem. Têm escudo escarlate na cabeça. São onívoros, gostam tanto de capim e brotos de milho quanto de pequenas cobras d’água. Têm o habito de molhar a comida antes de engoli-la. Às vezes, os filhotes da ninhada anterior ajudam o casal na criação de seus irmãos mais jovens. Os dedos longos facilitam a passagem sobre as plantas flutuantes, o corpo comprimido lateralmente e a plumagem sedosa concorrem para a capacidade de esgueirar-se através do tabual mais emaranhado. Como vivem em locais pantanosos, não precisam voar, o que permite apressar a muda, trocando as penas do vôo ao mesmo tempo. Esta espécie é cosmopolita, e em noites chuvosas sobrevoam a cidade em vôos noturnos. Migram em grande escala, aventurando-se a sobrevoar o Atlântico. Alcançam o arquipélago Tristão da Cunha, auxiliada pelos ventos de leste. |